O
vereador Tiago The Police (PL), protocolou um Pedido de Providências ao Poder
Executivo Municipal solicitando a adoção de medidas após a apreensão de
aparelhos celulares e carregadores no Presídio Estadual de Erechim. Conforme
informado pelo parlamentar, o caso teria relação com uma servidora pública.
Entre
as medidas solicitadas estão o afastamento cautelar dos servidores municipais
diretamente ligados à rotina da UBS Prisional, o remanejamento temporário dos
profissionais, a substituição da equipe, a abertura de procedimento
administrativo e a preservação de documentos, registros, imagens, escalas e
controles de acesso que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
No
documento, o vereador solicita que a situação seja apurada considerando também
os procedimentos e mecanismos de controle relacionados à atuação de servidores
municipais dentro da unidade prisional.
“Não
estamos falando apenas de uma conduta isolada. Estamos falando de servidores
públicos, possível utilização de veículo oficial, caixas utilizadas em serviços
de saúde e acesso a um estabelecimento prisional. Diante disso, a resposta do
Poder Público precisa ser firme, técnica e transparente”, afirmou.
The
Police também solicita que eventual afastamento cautelar seja adotado como
medida administrativa durante a apuração, sem caráter de antecipação de
responsabilidade.
“Medida
cautelar não é punição. É uma forma de proteger a investigação, evitar qualquer
interferência na produção de provas e dar segurança inclusive aos servidores
que nada tenham a ver com o fato”, destacou.
O
pedido inclui ainda a preservação de cartões-ponto, escalas, registros de
entrada e saída do presídio, imagens de câmeras, dados relacionados a veículos
oficiais, protocolos de transporte de materiais, documentos de designação de
servidores e outros registros que possam contribuir para esclarecer a rotina da
UBS Prisional, os responsáveis pelos procedimentos e as circunstâncias
relacionadas ao episódio.
Outro
ponto apresentado pelo vereador é a revisão dos critérios utilizados para a
seleção e a permanência de servidores municipais que atuam dentro de unidades
prisionais.
Segundo
o vereador, o município deve avaliar os mecanismos de controle e os
procedimentos de cooperação com a administração penitenciária.
“Quem
trabalha dentro de um presídio está inserido em um ambiente de segurança
pública. Não pode haver improvisação. É preciso saber quem entra, quem
permanece, quem supervisiona, quais protocolos existem e quem responde quando
esses protocolos falham”, declarou.
Também
solicita que, durante eventual apuração, seja avaliada a possibilidade de
designação de uma equipe substituta para garantir a continuidade dos
atendimentos de saúde na unidade prisional.
“Os
detentos não podem ficar sem atendimento e, ao mesmo tempo, a administração não
pode fingir que nada aconteceu. É perfeitamente possível preservar o serviço e,
paralelamente, fazer uma investigação séria e independente”, afirmou.
Para
Tiago The Police, o episódio também deve ser considerado na avaliação dos
procedimentos relacionados à atuação de servidores municipais dentro do sistema
prisional.
“O
que a população espera é uma resposta clara. Se houve falha, precisamos saber
onde. Se houve participação de outras pessoas, isso precisa aparecer. Se os
protocolos são frágeis, precisam ser corrigidos. O que não podemos aceitar é
dúvida, silêncio ou falta de transparência diante de um fato tão grave”,
concluiu.