Na sessão legislativa desta terça-feira (11), a vereadora Éclesan Ana Palhão (MDB) apresentou um Projeto Sugestão ao Poder Executivo Municipal para a implementação do Programa de Incorporação de Tecnologias de Realidade Virtual e Tecnologias Assistivas na Saúde Mental no município de Erechim.
A proposta visa utilizar realidade virtual e tecnologias assistivas como ferramentas inovadoras para a reabilitação psíquica e motora, desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais, além de oferecer suporte no tratamento de transtornos do neurodesenvolvimento, como TDAH, TEA, deficiência intelectual e transtornos de aprendizagem.
Uso da realidade virtual na saúde mental
Estudos apontam que a realidade virtual já tem sido aplicada com sucesso em diversas áreas da saúde, incluindo o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras, reabilitação sensorial e apoio comportamental. Em Erechim, o município investiu em três óculos de realidade virtual em 2024, e aproximadamente 150 atendimentos já foram realizados com essa tecnologia nos ambulatórios de saúde mental.
A tecnologia tem demonstrado impacto positivo na atenção, memória, raciocínio lógico e coordenação motora dos pacientes, além de proporcionar um ambiente seguro para intervenções personalizadas. Segundo pesquisas, ferramentas como a realidade virtual podem engajar crianças e adolescentes em atividades estruturadas, promovendo maior autonomia e inclusão social.
Avanços na saúde mental em Erechim
Nos últimos anos, Erechim tem fortalecido sua rede de saúde mental, com destaque para a criação do Ambulatório de Saúde Mental II e do Centro de Atendimento em Saúde (CAS) do Programa TEAcolhe, que já beneficiou 79 famílias no município. O CAS, que atende pessoas com TEA de 33 municípios da região, tem capacidade para realizar até 1.200 atendimentos mensais.
O novo projeto da vereadora busca expandir o uso da tecnologia, sem criar novas despesas para o município, pois o investimento inicial já foi realizado. A proposta reforça o compromisso com a modernização dos serviços de saúde mental, alinhando-se às diretrizes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Próximos passos
Se implementado, o programa garantirá que as equipes multidisciplinares da rede municipal recebam capacitação para o uso dessas tecnologias. Além disso, permitirá parcerias com instituições de ensino e pesquisa para aprimorar as abordagens terapêuticas.
A proposta segue para análise do Executivo, podendo
consolidar Erechim como referência em inovação na saúde mental, ao ampliar o
acesso a terapias modernas e eficazes para crianças e adolescentes com
transtornos do neurodesenvolvimento.