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Vereadores aprovam PL que autoriza convênio com a AMEVAU

         Poder Legislativo aprovou, com a abstenção dos vereadores Leandro Basso e Silvio Ambrózio, o Projeto de Lei Executivo, que autoriza firmar convênio com a Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai – AMEVAU, visando ao repasse de recursos para subsidiá-la na realização do XII Simpósio de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai, do VI Forum Nacional do Mercado de Lácteos e da IV Mostra de Trabalhos Científicos, num valor de R$ 10 mil.

         Os diagnósticos realizados no Alto Uruguai Gaúcho mostram as potencialidades que o setor de laticínios oferece, bem como grandes oportunidades para um grande número de agricultores que tem sua atividade voltada para a bovinocultura de leite.

         Estrutura fundiária da região é de pequenas propriedades rurais com características da agricultura familiar, que encontram na atividade leiteira uma das principais fontes de renda ou uma das atividades agropecuárias  que ainda restam para um expressivo número de agricultores que fazem parte de uma grande exclusão do mercado agropecuário e de atividades exercidas anteriormente, devido a verticalização.

         Evento vem contemplar, conforme justificativa, oportunidades de discussão e aprendizados para melhorar a produtividade leiteira de muitas propriedades, bem como a busca da melhor qualidade do produto, seja no aspecto sanitário como no nutricional. Evento acontece nos dias 23 e 24 de junho no Polo de Cultura e contará com a parceria do Executivo, Emater RS/ASCAR, AMAU, Agência de Desenvolvimento e ACCIE.

         No uso da Tribuna, Leandro Basso destacou que atualmente se depara com ao fato de que o produtor não consegue viver com a atual realidade. “Se incentiva a produção, mas a comercialização não está acontecendo. Estamos pagando um preço alto”, lembrando a antiga CORLAC que foi passada aos agricultores, após a Bom Gosto, e que hoje não existe mais nenhuma indústria de lácteos em nossa região. “Hoje se recolhe e se paga como quer o leite, pergunto, onde está a estrutura da vigilância sanitária que não mapeia a produção de leite na região. Evento deveria servir para valorizar e o preço do leite. Estamos cansados de tomar leite com tantas misturas. Em minha casa este produto não entra mais”.

         Lucas Farina lembrou que o município de Erechim sempre foi parceiro deste evento. “O problema do leite é de mercado, não houve incentivo aos produtores via BNDS e o agricultor não tem segurança nenhuma com relação a comercialização do produto, já a cooperativas continuam no debate de estar perto dos agricultores”.

         Ernani Mello lembrou a região como um celeiro do produto. “A  busca de aperfeiçoamento é de grande importância, mas quero lembrar a manifestação ocorrida na Sete de Setembro que questionava o preço do leite. Incoerente, pois de um lado se vota o aperfeiçoamento e de outro o agricultor que está falido. Temos que fazer a discussão do tema, de que o setor seja valorizado pelos governos, pois atualmente o preço é muito baixo”.

         Silvio Ambrózio, ao se abster da votação, destacou que o setor não precisa de palestrante e empresas para vender produtos. “Precisamos sim de credibilidade”, lembrando palestra de grande empresário gaúcho que teria usado recursos do BNDS e acabou falindo. “Falta na região uma indústria que beneficie o produto. Precisamos de uma indústria local, ou seja, acharmos a solução caseira. Foi justa a manifestação da Sutraf e Fetraf, pois temos vários problemas”.

         Eni Scandolara destacou a manifestação de Silvio Ambrózio por ser conhecedor do tema ora em debate na Tribuna. “Sabemos o quanto é difícil a vida no meio rural, pois hoje os agricultores que estão na sua base tem toda a capacidade para ministrarem aulas, mas falta ouví-los”.

         Cezar Caldart, que tomou assento na última sessão, destacou que as pessoas com menos de 30 anos de idade não conhecem o verdadeiro sabor do leite. “Quanto nos custa aumentar a produtividade e se vai colocar para quem. Porque pagamos caro por 500 ml de água mineral e se paga apenas R$ 0,40 pelo litro de leite ao produtor. Temos que buscar valorizar os produtos da região do Alto Uruguai e que façamos um esforço conjunto com todas as entidades para que os produtores ganhem mais com o produto”.