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Unânime a aprovação do repasse de R$ 1 milhão do Executivo a Fundação Santa Terezinha

         A Fundação tem para receber do Governo do Estado, atualmente, doze milhões, cento e vinte e cinco mil, oitocentos e nove reais e cinco centavos. Porém, a dívida da Fundação está em dezesseis milhões, cento e setenta e quatro mil, duzentos e cinquenta e um reais e noventa e quatro centavos.

         Situação que acarreta prejuízo dos serviços e no pagamento de suas despesas, uma vez que diversos fornecedores já recusam a entrega de insumos e medicamentos, os quais são indispensáveis à manutenção dos serviços. As cirurgias eletivas estão suspensas desde junho do corrente ano e há fornecedores e prestadores de serviços médicos sem receber a mais de 90 dias.

         Em decisão conjunta, a Fundação e seu Corpo Clínico decidiram paralisar os serviços médicos eletivos e de alta complexidade, prestados pela instituição desde esta quarta, 08. Medida, segundo direção da Fundação, se torna imprescindível para a sobrevivência da própria instituição, que manterá apenas os atendimentos de urgência e emergência, bem como, por ora, as altas complexidades em oncologia clínica e hemodiálise.

         Durante uso da Tribuna, vereador Ernani Mello destacou que o PL ora em votação era um dos mais importantes que a Casa estaria aprovando em 2015. “Estamos passando por um momento muito delicado, e a comunidade não está se dando conta da gravidade apresentada, já que o que se apresenta é um déficit de R$ 1 milhão por mês, sem esquecer que o Governo do Estado deve mais de R$ 12 milhões em uma dívida que passa dos R$ 16 milhões. A paralisação é uma realidade e os fornecedores não entregam mais. Esta é uma bela iniciativa e a Casa teve uma participação importante, pois o essencial para Erechim é a manutenção do Santa Terezinha. Um recurso que vem em boa hora, pois se dá um passo importante, pois ficou provado que o 100% SUS não funciona, e não podemos admitir que o Estado não cumpra seu papel e que os demais municípios façam igualmente esta ação”.

         Valdemar Loch destacou a importância do repasse do valor R$ 1 milhão à Fundação e mais outro R$ 1 milhão divididos em parcelas de R$ 200 mil. “Vamos continuar dando o apoio e o aporte, e que os municípios da AMAU sigam o exemplo e venham a contribuir”.

         Lucas Farina destacou que a população local e regional sabe o que significa a Fundação que atende, hoje, cerca de 80 municípios do Estado. “Nosso município tem feito a sua parte, como discutido o tema e este repasse foi amplamente debatido entre os Conselheiros do Orçamento Participativo. Serão R$ 2 milhões até o final do ano e agora cabe a nós fazer pressão ao Governo do Estado com relação à saúde da população”.

         Leandro Basso destacou que, enquanto houver gestão política, haverá problemas, pois existe a proteção dos padrinhos. “Foi apresentado o 100% SUS, mas este não se manteve. Prefeitos da AMAU querem o enxugamento dos cargos administrativos na Fundação”. Ainda em sua manifestação, voltou a questionar a Pasta de Comunicação, dando exemplo dos custos de Erechim e o município de Passo Fundo. “Que possamos fazer mais para a recuperação do Santa Terezinha”.

         Jorge Paziczek, que tomou assento na última segunda, ressaltou que nunca se deve gastar mais do que se arrecada. “Vamos começar a cuidar do dinheiro público. A saúde deve estar em primeiro lugar”, lembrando que a indústria e o comércio também se encontram numa situação difícil.

         Zé da Cruz ressaltou que a Fundação, mesmo com um déficit, não deixou de atender a população. “O repasse do Governo do Estado não está vindo, a situação é assustadora, mas nem tanto, pois está se buscando alternativas para a Fundação que hoje está colocada como o terceiro melhor hospital gaúcho, o que não é pouca coisa. Saúde não é para dar lucro, mas sim para atender o cidadão. O PL veio em boa hora e o município de Erechim não deixaria de repassar os recursos”.

         Claudemir de Araújo lamentou a má gestão do Governo do Estado, o que deixa em situação precária os hospitais do Estado, como a Fundação Santa Terezinha.

         Silvio Ambrózio destacou que os trabalhadores são os que mais ocupam a Fundação, ou seja, a casa de saúde tem feito a sua parte, mas que o cerne do problema está na falta de repasse através do Governo do Estado, e não de salários pagos aos funcionários, como alguns prefeitos da AMAU teriam levantado como um dos problemas junto ao Santa Terezinha.