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Sessão Especial resgata os 60 anos do Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim

Na oportunidade, além dos vereadores, associados e comunidade presente, a vice-prefeita Ana Lúcia de Oliveira e Fábio Adamczuk, presidente da entidade.

         Iniciando seu discurso, Sílvio destacou que fez o pedido para a realização da Sessão Especial como forma de reconhecer e valorizar o trabalho da entidade que luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e metalúrgicos.

         “Em 60 anos um livro fica velho e uma fotografia pode amarelar. Os sinais do tempo começam a mostrar que fomos feitos para mudar. Em 60 anos dá para plantar e colher, ver filhos crescer e netos encantar. É tempo até para a gente voltar a ser criança. Em mais de meio século a gente faz um sem fim de coisas, trabalha, luta, sonha e brinca. Escreve a história e muda a trajetória”.

         Silvio destacou que mais de meio século de história não se escreve em um dia. Tampouco se escreve sozinho. “Em sua trajetória o Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim encontrou companheiros, amigos, gente que sonhou junto um sonho coletivo”. Nestes 60 anos de história dos metalúrgicos de Erechim, muitos destes nomes deram contribuições importantes, como os ex-presidentes João Kienoff, Waldomiro Teodoroniz, Osvaldo Heurico Riegel, Leopoldino Grando, Erculino Menegatti, Avelino Morganti, Adolfo Cosel, Nelly Antonio Dambros, Fiorindo Cambruzi, Marino Vani, Jaime Basso e Aticir Piva.

         Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico de Erechim data de 1955, momento em que ocorreu a fundação da Associação Profissional, presidida por Oscar Ferreira Villa Nova. Em 1957 a entidade foi reconhecida como Sindicato e João Kienoff foi eleito como presidente. Em 1959 ocorre a eleição da nova diretoria, na qual concorreram duas chapas. Henrique Kiedys toma posse em janeiro de 1960.

         “Durante a Ditadura Militar sindicatos sofrem intervenção do Governo, época em que as reuniões eram realizadas com a permissão do Coronel Gonçalino, representante do governo no Alto Uruguai. Com poucos sócios e recursos reduzidos, o Sindicato distribuía material escolar e oferecia cursos através de convênios”.

         Entre os anos de 1975 e 1995 crescem as mobilizações dos trabalhadores. Em 1986 a chapa de oposição vence as eleições no sindicato. Com a fundação da CUT, sindicato se filia e começa a abrir novos canais de comunicação e cresce o diálogo com os trabalhadores. Em 1987 acontece a primeira greve na MEPEL. Sindicatos urbanos e rurais apoiam a primeira greve na Comil em 1990.

         “Pelo menos cinco greves se seguem com enfrentamento aos patrões e com a repressão militar. Sindicato luta pela reintegração de dirigentes demitidos por justa causa e se posiciona politicamente contra Collor. Lula vem pela primeira vez em Erechim, dirigentes começam a participar de programas de formação e ocorre a greve de 21 dias na Triel HT, a mais longa da história do sindicato, entre outras ações”.

         Entre os anos de 1995 até 2015 diminui a violência contra os dirigentes sindicais, surge o Sindicato Cidadão, metalúrgicos conquistam o abono estudante, implanta-se o Programa Integrar da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, ampliando o acesso à educação.

         A nova sede é construída e o sindicato compra a sua sede campestre. “Os metalúrgicos atuam diretamente na definição dos cursos do Instituto Federal (IFRS) e na discussão na implantação da UFFS. Trabalhadores perdem a vida no chão de fábrica e cresce a luta por saúde no local de trabalho. Luta do sindicato resulta na implantação de refeitório na maioria das grandes empresas, cooperativas são formadas a partir de empresas falidas e o trabalho com mulheres e juventude é incrementado”.

         Pela primeira vez um metalúrgico é eleito vereador de Erechim, dirigente sindical assume escritório da Federação Internacional dos Metalúrgicos para a América Latina e Caribe, no Uruguai, e mais tarde assume a coordenação da Industrial Global Union da Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria que atua na construção de novas entidades sindicais pela América Latina, além de outras conquistas.

         “O sindicato completa 60 anos com foco na luta por saúde, redução da jornada de trabalho, acesso a organização sindical no local de trabalho, fim do fator previdenciário, fim da discriminação contra a mulher e por investimentos públicos em saúde e educação. Atualmente conta com 1937 trabalhadores e a direção é formada por 22 integrantes. Nossa homenagem a todos os metalúrgicos, que confiaram no seu sindicato e ajudaram esta entidade sólida, que tem sua história marcada pela defesa do trabalhador”.

         Em sua manifestação, presidente do Sindicato espera ver num futuro próximo, uma mulher na presidência da entidade, e dentre as ações está a luta contra a terceirização dos serviços essenciais e a redução da jornada de trabalho para 36 horas. Ainda na oportunidade fez a entrega do troféu 60 anos do Sindicato ao presidente da Casa, vereador Fernando Barp e ao vereador orador, Silvio Ambrózio.